TCC Automação


Inicio

1. Introdução

2. Desenvolvimento

2.1 Estrutura mecânica

2.2 Eixo Guia

2.3 Eixo Movido (Transmissão)

2.4 Mancal

2.5 Transmissão

2.5.1 Polias sincronizadoras

2.5.2 Correia Dentada

2.5.3 Motores Elétricos

2.6 Cálculos da Transmissão

2.7 Eletroímã e Eletromagnetismo

2.7.1 Indução Magnética

2.7.2 Substâncias Ferromagnéticas

2.7.3 Substâncias Paramagnéticas

2.7.4 Substâncias Diamagnéticas

2.7.5 Substâncias Ferrimagnéticas

2.7.6 Eletroímã

2.7.7 Desenvolvimento do Eletroímã

2.7.8 Resultados e Conclusões do Desenvolvimento

3. Componentes Elétricos e Eletrônicos

3.1 Fontes Elétricas

3.2 Relés

3.3 Controlador Lógico Programável (CLP)

3.4 Interface Homem Máquina (IHM)

3.5 Sensores

3.6 Esquema elétrico

4. Fluxograma de Funcionamento

5. Programação

6. Lista de Materiais

7. Conclusão



1.   Introdução          voltar


A proposta deste trabalho é o desenvolvimento de uma esteira seletora que através de eletroímãs irá retirar do processo produtivo particulas ou objetos ferromagné-ticos da esteira transportadora, descontaminando seu produto ou evitando danos ao equipamento.

Aumentando o nivel de segurança do envaze de produtos, será evitado possíveis processos e indenizações por problemas nos produtos, assim fará que sua marca e produto ganhem credibilidade e mercado nos pontos finais de vendas.





2.   Desenvolvimento          voltar


No decorrer do curso de automação várias opções de projetos surgiram e foram amplamente discutidas em nosso grupo, e com o auxilio do orientador optamos pela esteira seletora com utilização de eletroímãs.

Este projeto que tem a ênfase no eletromagnetismo, pelo fato de desenvolvermos os eletroímãs utilizados no projeto.

Outra vantagem, esteiras transportadoras são largamente utilizadas no processo produtivo de fabricas e indústrias. Devido a sua variedade de opções, mobilidade, rapidez e custo no transporte de produtos.

A perspectiva é de obter no final do projeto uma esteira com suas partes, estrutura mecânica, componentes mecânicos, sensores, eletroímãs, motores, CLP, IHM, montagem elétrica, plenamente em funcionamento comandando de maneira automatizada todo o processo com o mínimo de interferência humana no processo.




2.1   Estrutura mecânica          voltar


Figura 1 - Estrutura Mecânica


Estrutura mecânica construída com tubos de aço trefilados com costura perfil quadrado 20x20 mm. Todas as junções soldadas.


Figura 2 - Estrutura Mecânica Fabricada




2.2   Eixo Guia          voltar


Figura 3 - Eixo guia


Eixo guia da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento 6004ZZ, anel elástico.


Figura 4 - Eixo Guia Fabricado




2.3   Eixo Movido (Transmissão)          voltar


Figura 5 - Eixo Movido


Eixo movido da esteira, fabricado em aço 1020, mancais aço 1020, rolamento 6004ZZ, anel elástico, polia sincronizada passoT10 código T10/40 Tipo 6FW.

Figura 6 - Eixo Movido Fabricado




2.4   Mancal          voltar


Figura 7 - Mancal


Mancal fabricado em aço 1020 oferece suporte para os eixos da esteira.


Figura 8 - Mancal Fabricado




2.5   Transmissão          voltar


Figura 9 - Transmissão


O sistema de transmissão utilizado é composto por duas engrenagens sendo uma motora de 46 mm de diâmetro com 78 RPM fixada no motor, e a engrenagem movida fixada no eixo da esteira com 125 mm de diâmetro.




2.5.1   Polias sincronizadoras          voltar


Figura 10 - Polias Sincronizadoras


Estas polias são amplamente empregadas nas indústrias, por transmitirem grandes torques e boa velocidade com a possibilidade de ajustes finos no posicionamento de peças devido ao sincronismo de seus dentes.


Figura 11 - Catálogo de Polias




2.5.2   Correia Dentada          voltar


Figura 12 - Modelos de Correia Dentada


13 - Catálogo de Correias


Correia sincronizadora em PU linha megapower T10 Largura 16 mm Comprimento calculado 790, código para compra 810.




2.5.3   Motores Elétricos          voltar


Figura 14 - Modelos de Motores de Limpador de Para-brisa Bosch


Por ser uma opção de baixo custo para o projeto utilizamos 02 dois motores de para-brisa da Bosch Modelo CHP comprados em um desmanche.


Motorredutor Tipo CHP

Características Técnicas

Tensão dos Motores: 12 VCC ou 24 VCC

Consumo Nominal: 7.5 A (Conforme torque)

Torque/Opções: 7 a 14 Nm (Torque máx.)

Sentido de Giro: L/R

Velocidades: 1 ou 2

Rotações máximo: 78 a 100 rpm




2.6   Cálculos da Transmissão          voltar


D1 = ø 46 mm    D2 = ø 125 mm    N1 = 78 RPM    N2 = XX RPM

Sendo:

D1 = Polia Motora

D2 = Polia Movida

N1 = Rpm do Motor

N2 = Rpm da Polia Movida

Relação de Transmissão:

Calculo para RPM da polia movida, eixo da esteira:

Ou

Calculo para velocidade linear da esteira:




2.7   Eletroímã e Eletromagnetismo          voltar


O eletromagnetismo é o estudo da coexistência da Eletricidade e do Magnetismo. Sempre que houver movimento de cargas elétricas o magnetismo estará presente. Quando uma corrente elétrica percorre um fio condutor é gerado em sua volta um campo magnético.


Figura 15 - Linhas de Força do Campo Magnético




2.7.1   Indução Magnética          voltar


É o fenômeno de imantação de um material provocada pela proximidade de um campo magnético.

Quando uma barra de ferro se aproxima do pólo de um ímã, apresentará polaridade magnética instantaneamente, sendo que sua parte mais próxima do ímã terá polaridade oposta a este, e que a outra parte terá a mesma polaridade, e então haverá atração entre eles.


Figura 16 - Indução Magnética


As substâncias são classificadas em quatro grupos quanto ao seu comportamento magnético: ferromagnéticas, paramagnéticas, diamagnéticas e ferrimagnéticas.




2.7.2   Substâncias Ferromagnéticas          voltar


Seus imãs elementares sofrem grande influência do campo magnético indutor. De modo que, eles ficam majoritariamente orientados no mesmo sentido do campo magnético aplicado e são fortemente atraídos por um ímã. Exemplos: ferro, aços especiais, cobalto, níquel, e algumas ligas (alloys) como Alnico e Permalloy, entre outros. A figura ilustra o comportamento das substâncias ferromagnéticas.


Figura 17 - Substância Ferromagnética




2.7.3   Substâncias Paramagnéticas          voltar


Seus imãs elementares ficam fracamente orientados no mesmo sentido do campo magnético indutor. Surge, então, uma força de atração fraca entre o imã e a substância paramagnética.

Exemplos: alumínio, manganês, estanho, cromo, platina, paládio, oxigênio líquido, etc. A figura ilustra o comportamento das substâncias paramagnéticas.


Figura 18 - Substância Paramagnética




2.7.4   Substâncias Diamagnéticas          voltar


Substâncias Diamagnéticas são aquelas que quando colocadas próximas a um campo magnético indutor proveniente de um imã, os seus imãs elementares sofrem uma pequena influência, de modo que eles ficam fracamente orientados em sentido contrário ao campo externo aplicado. Surge, então, entre o imã e a substância diamagnética, uma força de repulsão fraca. Exemplos: cobre, água, mercúrio, ouro, prata, bismuto, antimônio, zinco, etc. A figura ilustra o comportamento das substâncias diamagnéticas.


Figura 19 - Substância Diamagnéticas




2.7.5   Substâncias Ferrimagnéticas          voltar


O ferrimagnetismo permanente ocorre em sólidos nos quais os campos magnéticos associados com átomos individuais se alinham espontaneamente, alguns de forma paralela, ou na mesma direção (como no ferromagnetismo) e outros geralmente antiparalelos, ou emparelhados em direções opostas, como ilustram a figura.


Figura 20 - Substância Ferrimagnética


          O comportamento magnético de cristais de materiais ferrimagnéticos pode ser atribuído ao alinhamento paralelo; o efeito desses átomos no arranjo antiparalelo mantém a força magnética desses materiais geralmente menor do que a de sólidos puramente ferromagnéticos como o ferro puro.




2.7.6   Eletroímã          voltar


Um eletroímã é formado por bobina de fio condutor enrolado em espiras sobre um núcleo de ferro doce, no qual se faz circular uma corrente.

O efeito do núcleo é aumentar o campo  magnético em virtude de grande  permeabilidade do ferro (B = m H).

A polaridade de um eletroímã se determina pelas regras dadas para obter a polaridade dos solenóides. Como o núcleo é geralmente de ferro doce, que retém muito pouco magnetismo depois que a corrente é interrompida, a polaridade de um eletroímã pode ser facilmente invertida mediante a inversão da corrente.

Os eletroímãs são empregados em larga escala, para todos os fins; campainha, telefone, relé, válvulas solenóides, e acionamento de diversos sistemas.

Regras para determinar a polaridade de um solenóide, segurando-se o enrolamento com a mão direita, de maneira que o dedo indicador aponte no sentido da corrente, o pólo norte estará no sentido do dedo polegar, figura (a).


Figura 21 - Sentido do Campo


Na figura (b) temos um solenóide em corte transversal mostrando as linhas de força magnética de cada espira em seu interior, sentido da direita para esquerda, ou seja, do pólo sul para o norte, somando-se.

Podemos obter um campo magnético muito intenso se enrolarmos o fio de modo a formar uma bobina, desta forma o campo magnético se concentrará no seu interior, transformando seu núcleo (metal ferroso) temporariamente em um eletroímã.


Figura 22 - Linhas de Campo no Eletroímã


A força de atração depende de vários fatores, entre eles a intensidade da corrente, o número de espiras da bobina, o comprimento do núcleo, etc.

Os dois fatores básicos e importantes; corrente e número de espiras apresentam limitações:

Se a corrente for muito intensa é gerado calor (por efeito Joule) e a bobina pode “queimar”.

Se tivermos muitas espiras, o fio será longo e terá uma resistência que influirá na corrente, reduzindo-a.

Com base nas informações obtidas nas pesquisas realizadas, desenvolvemos um eletroímã, descrito nas próximas páginas.




2.7.7   Desenvolvimento do Eletroímã          voltar


Figura 23 - Croquis do Eletroímã

Figura 24 - Fabricação da Base do Eletroímã


Utilizamos barra roscada M12, arruelas, porcas e papel isolante para base do eletroímã.


Figura 25 - Primeira Camada de Espiras da Bobina


Utilizado 52 metros de fio esmaltado AWG 21, temos a imagem da primeira camada com 69 espiras.


Figura 26 - Bobina Pronta do Eletroímã

Temos nesta imagem a bobina com 52 metros de fio esmaltado com 12 camadas e aproximadamente 830 espiras. Tensão aplicada 12vcc.




2.7.8   Resultados e Conclusões do Desenvolvimento          voltar


No decorrer de seu desenvolvimento vários fatores e duvidas para chegar num ponto comum para sua execução.

Qual o melhor material para usar como núcleo?

Nas pesquisas feitas encontramos: Um Eletroímã consiste de uma bobina enrolada em torno de um núcleo de material ferromagnético de alta permeabilidade (ferro doce, por exemplo) para concentrar o campo magnético. Deste modo construímos o núcleo da bobina com uma barra roscada M12 de aço 1020, os aços doces são considerados aqueles cuja porcentagem de carbono é muito baixa.

Qual a tensão e corrente a ser aplicada?

A tensão de trabalho sugerida foi de 12V e a corrente que temos disponível em nossa fonte que suporta no máximo 25A, partindo destas informações começamos os testes de construção da bobina.

Como construir uma bobina para termos o campo magnético suficiente para nossa aplicação?

Levando em consideração alguns experimentos encontrados na internet e alguns materiais de pesquisas, escolhemos uma bitola de fio de cobre esmaltado #20 a #28 esta faixa de bitolas é conhecido como fio de campainha ou fio magnético.

Conseguimos comprar aproximadamente 100 metros de fio esmaltado AWG 21 que conforme os cálculos feitos são suficientes para executar a fabricação de duas bobinas nas dimensões planejadas.

Fabricamos as bobinas conforme o planejado 12 camadas de espiras com 69 espiras cada camada e no total de 828 espiras, até então, apenas teorias e muitas dúvidas porque não tínhamos a certeza de seu potencial.

Quando ligamos nossas bobinas, enfim podemos obter respostas de maneira significativa, nossas bobinas geraram um campo magnético satisfatório. Mas um problema que já descrevemos anteriormente, a corrente começa a subir ficando muito intensa e após algum tempo o calor gerado (por efeito Joule) pode queimar ou entrar em curto a bobina, pois a camada de verniz protetor deixa de isolar os fios.

Outro problema encontrado é o material de pesquisa que tem pouca ênfase em construção de eletroímãs, geralmente voltado para cálculos de bobinas (indutores).

As experiências encontradas na internet nos dizem para construir bobinas até chegar a um resultado esperado o que nos leva a outros problemas o tempo e custo para seu desenvolvimento.

O custo do fio esmaltado é elevado devido há quantidade exigida, o material do núcleo demanda tempo de pesquisa e até mesmo a necessidade de usinagem de peças para testar materiais alternativos para conseguirmos um campo magnético potente.

Como nosso eletroímã acabou apresentando problemas optamos por utilizar uma bobina retirada de um contator industrial Siemens modelo 3TH43 série Sirius com tensão 24vcc que será descrito abaixo.


Figura 27 - Bobina Siemens


Com esta bobina conseguimos atender aos objetivos esperados sem o problema do efeito Joule (superaquecimento).  Apresentando um bom campo magnético que atrai sem dificuldades materiais ferromagnéticos colocados para teste na esteira.


Figura 28 - Montagem Final das Bobinas na Esteira


Na foto anterior apresentamos como as duas bobinas ficaram dispostas para aproveitar toda a largura da esteira atendendo o projeto proposto.

Os eletroímãs estão fixados a 15 mm da esteira transportadora. Deste modo, poderemos trabalhar com uma gama variada de produtos.

Através das experiências realizadas para determinar esta distância, concluímos que acima de 15 mm perdemos força de atração não atingindo os objetivos.

Como o sensor óptico está fixo abaixo dos eletroímãs, medidas abaixo de 15 mm dependem do sensor.




3.   Componentes Elétricos e Eletrônicos          voltar


No processo de automação temos a demanda por componentes elétricos, eletromecânicos, eletroeletrônicos, que executam todos os processos programados para atender a produção definida.  Deste modo, seguiremos descrevendo os componentes utilizados neste projeto e entrando em detalhes nos itens relevantes a este trabalho.




3.1   Fontes Elétricas          voltar


Duas fontes de diferentes tensões foram empregadas neste projeto sendo que uma delas com entrada 220 VCA e saída 24 VCC emprestada do laboratório da escola usada nas bancadas da Festo, usada para alimentar o PLC e IHM, e para chavear a bobina do relé.


Figura 29 - Fonte 24VCC Festo


A outra fonte é uma junção de um transformador com entrada 220 VCA e saída 12 VCA e 35 VCA com um retificador de sinal alternado para um sinal continuo, neste caso usamos apenas a saída de 12 VCC a qual alimenta os motores.


Figura 30 – Transformador, Dissipador e Retificador 12VCC




3.2   Relés          voltar


Utilizamos uma caixa de relés didático da Festo emprestado do laboratório da escola, e que possui três relés auxiliares com quatro contatos comutadores cada um na parte interna. Usado para fechar os contatos para o funcionamento dos motores. E um relé do tipo óptoacoplador usado para o acionamento do eletroímã.


Figura 31 - Caixa de relés Festo

Figura 32 - Relé Optoacoplador




3.3   Controlador Lógico Programável (CLP)          voltar


O primeiro CLP surgiu na indústria automobilística americana até então um usuário em potencial dos relês eletromagnéticos utilizados para controlar operações sequenciadas e repetitivas numa linha de montagem, especificamente na Hydromic Division da General Motors, em 1968, devido a grande dificuldade existente para alterar-se a lógica de controle de painéis de comando a cada mudança na linha de montagem. Estas mudanças implicavam altos gastos de tempo e dinheiro.

Sob a liderança do engenheiro Richard Morley, foi preparado uma especificação que refletia os sentimentos de muitos usuários de relês, não só da indústria automobilística como de toda a indústria manufatureira. Os primeiros controladores surgiram baseados numa especificação resumida a seguir:

- Facilidade de programação;

- Facilidade de manutenção com conceito plug-in;

- Alta confiabilidade;

- Dimensões menores que painéis de Relês, para redução de custos;

- Envio de dados para processamento centralizado;

- Preço competitivo;

- Expansão em módulos;

- Mínimo de 4000 palavras na memória.

A grande vantagem dos controladores programáveis era a possibilidade de reprogramação, permitindo transferir as modificações de hardware em modificações de software.

Nascia, assim, a indústria de controladores programáveis, hoje com um mercado mundial estimado em 4 bilhões de dólares anuais, e que no Brasil é estimado em 50 milhões de dólares anuais (dados de 2005).

Com o sucesso do uso dos CLPs na indústria, a demanda por novas funções e maior capacidade aumentou consideravelmente.

Basicamente, um Controlador Lógico Programável apresenta as seguintes características:

- Hardware ou dispositivo de controle de fácil e rápida programação, ou reprogramação, com a mínima interrupção da produção.

- Capacidade de operação em ambiente industrial;

- Sinalizadores de estado e módulos plug-in de fácil manutenção e substituição;

- Hardware ocupando espaço reduzido e apresentando baixo consumo de energia;

- Possibilidade de monitoração do estado e operação do processo ou sistema, através da comunicação com computadores;

- Compatibilidade com diferentes tipos de sinais de entrada e saída;

- Capacidade de alimentar, de forma contínua ou chaveada, cargas que consomem correntes de até 2 A;

- Hardware de controle que permite a expansão dos diversos tipos de módulos, de acordo com a necessidade;

- Custo de compra e instalação competitivo em relação aos sistemas de controle convencionais;

- Possibilidade de expansão da capacidade de memória;

- Conexão com outros CLP’s através de rede de comunicação;

De acordo com (Natale, 2003, p.11), o CLP “É um computador com as mesmas características conhecidas do computador pessoal, porém, [é utilizado] em uma aplicação dedicada [...] Na automação de processos em geral, e no comando numérico computadorizado (CNC) realiza a automação da manufatura.

Definição segundo a ABNT:

O CLP é um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com aplicações industriais.

Definição segundo a Nema: (National Electrical Manufactures Association)

Aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para armazenamento interno de instruções para aplicações específicas, como lógica, sequenciamento, temporização, contagem e aritmética, para controlar, através de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.

Um CLP é um equipamento eletrônico digital que tem por objetivo aplicar funções específicas de controle e monitoração sobre variáveis de uma máquina ou processo.

De forma geral, os controladores lógicos programáveis (CLP’s) são equipamentos eletrônicos de última geração, utilizados em sistemas de automação flexível.  Estes permitem desenvolver e alterar facilmente a lógica para acionamento das saídas em função das entradas. Desta forma, podemos utilizar inúmeros pontos de entrada de sinal para controlar pontos de saída de sinal (cargas).

As vantagens da utilização dos CLP's, comparados a outros dispositivos de controle industrial, são:

- Menor espaço ocupado;

- Menor Potência elétrica requerida;

- Reutilização;

- Programável:

- Maior confiabilidade;

- Fácil manutenção;

- Maior flexibilidade;

- Permite interface através de rede de comunicação com outros CLP’s e microcomputadores;

- Projeto mais rápido;

Todos estes aspectos mostram a evolução da tecnologia, tanto de hardware quanto de software, o que permite acesso a um maior número de pessoas nos projetos de aplicação de controladores programáveis e na sua programação.

O controlador programável automatiza processos industriais, de sequenciamento, inter travamento, controle de processos, batelada, etc.

Este equipamento tem seu uso na área de automação da manufatura e de processos contínuos.

Praticamente não existem ramos de aplicações industriais onde não possamos aplicar os CLP’s. Por exemplo:

- Máquinas industriais (operatrizes, injetoras de plástico, têxteis, calçados);

- Equipamentos industriais para processos ( siderurgia, papel e celulose, petroquímica, química, alimentação, mineração, etc);

- Equipamentos para controle de energia (demanda, fator de carga);

- Controle de processos com realização de sinalização, inter travamento e controle PID;

- Aquisição de dados de supervisão em: fábricas, prédios inteligentes, etc;

- Bancadas de teste automático de componentes industriais.

Com a tendência dos CLP’s terem baixo custo, muita inteligência, facilidade de uso e massificação das aplicações, este equipamento pode ser utilizado nos processos e nos produtos. Poderemos encontrá-lo em produtos eletrodomésticos, eletrônicos, residenciais e veículos.

O CLP utilizado para o controle automático neste projeto é do modelo FX-1S-30MT da Mitsubishi com as seguintes características:

- 18 entradas / 2 saídas rápidas e 14 saídas transistor

- Comunicação RS 422 com a IHM

- Alimentação: 24VCC

- Capacidade de programação: 2K Steps

- Comunicação RS 422 com o PC


Figura 33 - CLP


Figura 34 - CLP Mitsubishi


Figura 35 - CLP Mitsubishi




3.4   Interface Homem Máquina IHM          voltar


É responsável pela comunicação do operador com o sistema para atuar em variáveis do processo (tais como temperatura, pressão, etc.) sem que se interfira com o programa ou que se entenda ele.

Existe uma enorme gama de IHMs displays de uma ou dezenas de linhas ou gráficos, de acordo com a aplicação e necessidade.


Figura 36 - Exemplos de IHMs


Um ponto forte deste projeto é a utilização do IHM, ou seja,Interface Homem Máquina. Um componente de interface eletrônica usado para o controle do operador da esteira. Este tipo de componente é muito usado nas indústrias em todos os tipos de maquinas, o IHM utilizado é da marca Mitsubishi modelo GT1020-LBD com tela touch screen.

O IHM GT1020 oferece uma tela de cristal liquido monocromático luminoso com 3.7 polegadas e com a funcionalidade touch screen e com iluminação de fundo em três cores para uma variedade larga de aplicações. Pequeno em dimensões, oferecem várias características poderosas. Suportam vários idiomas, e quando um erro acontece o fundo pode ser alterado para vermelho chamando a atenção. Conexão RS422 (LBL e LBD modela) para programar sua interface.


Figura 37 - Telas e Conexão IHM


Figura 38 - Dimensões IHM


Figura 39 - Especificações do IHM


Figura 40 - Telas Programadas




3.5   Sensores          voltar


Utilizamos dois sensores neste projeto, um sensor óptico da marca Sick emprestado do Professor Pedrosa e um sensor de fim de curso da Festo emprestado do laboratório da escola.

O sensor de fim de curso foi utilizado para o posicionamento do braço suporte dos eletroímãs que através de movimento retira os materiais coletados da esteira.


Figura 41 - Sensor de Fim de Curso


O sensor de óptico que esta em baixo dos eletroímãs tem a função de identificar qualquer objeto que os eletroímãs atraírem, enviando um sinal e ativando o sistema.


Figura 42 - Sensor Óptico Sick




3.6   Esquema elétrico          voltar


Figura 43 - Esquema Elétrico 1


Figura 44 - Esquema Elétrico 2


Figura 45 - Esquema Elétrico 3


4.   Fluxograma de Funcionamento          voltar



5.   Programação          voltar


O programa foi desenvolvido em linguagem LADDER e editado no software próprio da Mitsubishi, o GX DEVELOPER esse software é próprio para equipamentos da fabricante e feito para vários modelos, entre eles o FX1S, usado no projeto.

O programa segue a seguinte lógica do fluxograma, um botão START na tela touch screen aciona o funcionamento da esteira e ao detectar um objeto, o programa manda um sinal ao motor atuador que retira o objeto e o descarta. Um contador de peças registra e mostra na IHM. Se em um intervalo de 10 minutos o sensor detectar 3 peças, o sistema será travado e será necessário que o operador através da interface RESET o sistema para continuar o processo. As telas do IHM também são programadas conforme a necessidade, abaixo as telas desenvolvidas.





6.   Lista de Materiais          voltar


QTD

Descrição

Códogo

VL Unit

VL total

4

Anel Elástico Ø 45

 

 

 

4

Arruelas M12

 

 

 

1

Barra roscada M12

 

 

 

3

Barra Tubo metalon 20 x 20

 

 

 

1

Caixa de relés Festo

 

 

 

1

Chapa compensado 240 x 1500 x 20

 

 

 

1

CLP Mitsubishi

FX-1S-30-MT

 

 

1

Correia dentada T10 Largura 16

810

 

 

1

Eixo Guia

 

 

 

1

Eixo Movido

 

 

 

1

Fonte 220/24v Festo

 

 

 

1

IHM

GT-1020

 

 

4

Mancais

 

 

 

20

Metros de cabo 1.5 preto

 

 

 

20

Metros de cabo 1.5 vermelho

 

 

 

100

Metros Fio Esmaltado

AWG 21

 

 

2

Motores de parabrisa Bosch

CHP

 

 

30

Parafudo allen M6 x 60

 

 

 

1

Polia Sincronizada passo T10

T10/15 -6FW

 

 

1

Polia Sincronizada passo T10

T10/40 -6FW

 

 

1

Ponte Retificadora

 

 

 

4

Porcas M12

 

 

 

1

Relé óptoacoplador

 

 

 

4

Rolamento

6004 ZZ

 

 

1

Sensor Fotoelétrico Sick

 

 

 

1

Transformador 300 W

 

 

 

 

 

 

 

 




7.   Conclusão          voltar


No início as primeiras dificuldades foram relacionadas ao grupo de alunos quanto há divisão de tarefas, motivação, prazos a serem cumpridos, divergências esperadas em um grupo de 7 pessoas com visões e experiências diferentes.

Quando começamos a por em prática o planejamento, e a estrutura principal ficou pronta, nosso projeto começou a andar, neste ponto os desafios estavam em como fixar os motores e a transmissão, e com muita discussão chegamos a soluções concretas e fomos vencendo as dificuldades.

Parte importante do nosso projeto era desenvolver um eletroímã com campo magnético suficiente para atender as necessidades, mas como já descrito no item 2.7.8 acabamos por optar por outra solução.

Muitas das dificuldades foram resolvidas na sequência em que apareceram, pois nosso grupo conta com pessoas experientes em trabalhos em oficinas e até mesmo automação.

Os itens comprados para este projeto foram poucos e o custo dividido entre o grupo ficou baixo, vários itens vieram da reciclagem e reaproveitamento, exemplos, os motores de limpador de para-brisa da Bosch conseguimos no desmanche, transformador 110/220 volts para 12/24 volts desmanche industrial, madeiras, alguns itens emprestados do laboratório da escola, etc.

A utilização de um CLP e um IHM só foi possível graças a colaboração da empresa de automação industrial de um participante do grupo que emprestou o equipamento para o projeto.




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Site do Vidal,
6 de ago de 2013 15:42
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