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Xaropes

O que são? Os xaropes são formulações farmacêuticas que contêm grande quantidade de açucares, fazendo com que o líquido fique "viscoso", "meio grosso" ("xaroposo"). Neste líquido coloca-se então a substância medicamentosa que vai trazer o efeito benéfico desejado pelo médico que a receitou.

Assim, existem xaropes para tosse onde o medicamento ativo é geralmente a codeína ou o zipeprol. Estas duas substâncias, codeína e zipeprol, estão entre os remédios mais ativos para combater a tosse são por isto chamadas de antitussígenas. A codeína é uma substância que vem do ópio; trata-se, desta maneira, de um opiáceo natural. O zipeprol é uma substância sintética fabricada em laboratório. Devido a sua grande toxicidade, o zipeprol foi recentemente banido no Brasil, sendo proibido fabricar ou vender remédios à base desta substância no território nacional.

Quais são seus efeitos? O cérebro humano possui uma certa área - chamada Centro da Tosse que comanda os nossos acessos de tosse. Isto é, toda vez que ele é estimulado há a emissão de uma "ordem" para que a pessoa tussa.

Existem drogas (codeína, zipeprol), que são capazes de inibir ou bloquear este centro da tosse; assim, mesmo que haja um estímulo para ativá-lo, o centro estando bloqueado pela droga não reage, isto é, não dá mais a "ordem" para a pessoa tossir; ou seja, a tosse que vinha ocorrendo deixa de existir.

A codeína e o zipeprol agem em mais regiões no cérebro. Outros centros que comandam as funções de nossos órgãos são também inibidos; com a codeína, a pessoa sente menos dor (ela é um ótimo analgésico), pode ficar sonolenta, a pressão do sangue, o número de batimentos do coração e a respiração podem ficar diminuídas. O zipeprol pode atuar no nosso cérebro, fazendo a pessoa sentir-se meio aérea, flutuando, sonolenta, vendo ou sentindo coisas diferentes. E com frequência leva também a acessos de convulsão, além de poder produzir náuseas. A codeína é capaz de dilatar a pupila, de dar uma sensação de má digestão e produzir prisão de ventre.

Efeitos Tóxicos: A codeína quando tomada em doses maiores do que a terapêutica produz uma acentuada depressão das funções cerebrais. Como consequência a pessoa fica apática, a pressão do sangue cai muito, o coração funciona com grande lentidão e a respiração torna-se muito fraca. Como consequência a pele fica fria e meio azulada por respiração insuficiente. Pode a pessoa ficar em estado de coma, inconsciente, e se não for tratada pode morrer.

A codeína leva rapidamente o organismo a um estado de tolerância. Isto significa que a pessoa que vem tomando xarope à base de codeína, como "vício", acaba por aumentar cada vez mais a dose diária. Não é incomum saber-se de casos de pessoas que tomam vários vidros de xaropes para continuar sentindo os mesmos efeitos. E se elas deixam de tomar a droga, estando já dependentes, aparecem sintomas da síndrome de abstinência. Calafrios, câimbras, cólicas, nariz escorrendo, lacrimejamento, inquietação, irritabilidade e insônia são os sintomas mais comuns da abstinência. Com o zipeprol há também o fenômeno da tolerância embora em menor intensidade. O pior aspecto do uso crônico (repetido) dos produtos à base do Zipeprol é a possibilidade de ocorrência de convulsões.

Saiba um pouco mais... Existe um número muito grande de produtos comerciais a base de codeína. Assim, Belacodid, Belpar, Codelasa, Gotas Binelli, Pambenyl, Setux, Tussaveto, etc., são remédios contra tosse que contêm esta substância como principal de suas fórmulas.

Remédios antitussígenos feitos com zipeprol também existiam no Brasil até o ano de 1991 (quando foram tirados do comércio) como por exemplo, Eritós, Nantux, Silentós e Tussiflex. Os xaropes e gotas à base de codeína só podem ser vendidos nas farmácias brasileiras com a apresentação da receita médica, que fica retida nas farmácias para posterior controle.
 
 
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