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O que é droga?

Todo mundo já tem uma ideia do significado da palavra droga. Em linguagem comum, de todo dia ("Ah que droga" ou “logo agora droga" ou ainda, "esta droga não vale nada!") droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade.

Já em linguagem médica, droga é quase sinônimo de medicamento. O termo droga teve origem na palavra droog (holandês antigo) que significa folha seca, isto porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais. Atualmente, a medicina define droga como sendo: qualquer substância que é capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

A palavra psicotrópico, é composta de duas outras, psico e trópico. Psico é fácil de entender, pois é uma palavra grega que significa nosso psiquismo (o que sentimos, fazemos e pensamos, enfim o que cada um é). Mas trópico não é como alguns podem pensar referente a trópicos, clima tropical. A palavra trópico aqui se relaciona com o termo tropismo que significa ter atração por.

Então psicotrópico significa atração pelo psiquismo e drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre o nosso cérebro, alterando nossa maneira de sentir, de pensar e, muitas vezes, de agir. Mas estas alterações do nosso psiquismo não são sempre no mesmo sentido e direção. Obviamente elas dependerão do tipo de droga psicotrópica que foi ingerida.

O Sistema Nervoso Central (SNC), contido na caixa craniana, tem como principal órgão o cérebro. Dependendo da ação no cérebro, as drogas psicotrópicas são divididas em três grandes grupos.

Um primeiro grupo é aquele de drogas que diminuem a atividade do nosso cérebro, ou seja, deprimem o funcionamento do mesmo, o que significa dizer que a pessoa que faz uso desse tipo de droga fica "desligada", "devagar", desinteressada pelas coisas. Por isso estas drogas são chamadas de Depressoras da Atividade do Sistema Nervoso Central.

Num segundo grupo de drogas psicotrópicas estão aquelas que atuam por aumentar a atividade do nosso cérebro, ou seja, estimulam o funcionamento fazendo com a pessoa que se utiliza dessas drogas fique "ligada", "elétrica", sem sono. Por isso essas drogas recebem as denominações Estimulantes da Atividade do Sistema Nervoso Central.

Finalmente, há um terceiro grupo, constituído por aquelas drogas que agem modificando qualitativamente a atividade do nosso cérebro; não se trata por tanto, de mudanças quantitativas como de aumentar ou diminuir a atividade cerebral. Aqui a mudança é de qualidade. O cérebro passa a funcionar fora do seu normal e a atividade cerebral fica perturbada. Por essa razão este terceiro grupo de drogas recebe o nome de Perturbadores da Atividade do Sistema Nervoso Central.

Depressoras da Atividade do Sistema Nervoso Central

- Álcool, calmantes e sedativos (barbitúricos), tranquilizantes ou ansiolitícos (os benzodiazepínicos), solventes ou inalantes, opiáceos ou narcóticos, xaropes.

Estimulantes da Atividade do Sistema Nervoso Central

- Tabaco, cocaína, crack e merla, anfetaminas.

Perturbadores da Atividade do Sistema Nervoso Central

- Maconha, cogumelos e plantas alucinógenas, LSD-25 (alucinógenos sintéticos), anticolinérgicos, êxtase.

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