Drogas‎ > ‎

Extase

O que é? O MDMA (MetilenoDioxoMetaAnfetamina), conhecido como êxtase, XTC, ou ainda "droga do amor", é um derivado sintético da anfetamina. Foi sintetizado e patenteado pela Merck na Alemanha, em 1914 para ser utilizado como moderador de apetite, embora nunca tenha sido comercializado. No início dos anos 80 tornou-se popular como droga de abuso, porém até 1985 era uma substância legalmente disponível.

No início da década de 90 foi classificada pela Organização Mundial de Saúde como substância proibida. Atualmente é uma droga em expansão de abuso entre jovens. O extase poderia ter sido classificado como uma droga estimulante, semelhante à cocaína e às anfetaminas, já que possui efeitos agudos similares a estas substâncias. Foi, no entanto, classificado como um alucinógeno devido ao seu potencial de provocar alucinações.

Quais são seus efeitos? Os usuários descrevem uma sensação de proximidade e intimidade com as pessoas, elevação da auto-estima, simpatia e empatia. Relatam que a comunicação e a relação com as pessoas melhoram e há um aumento da energia física e emocional. No entanto, não se comprovou um aumento da função sexual como foi sugerido por alguns consumidores.

Os efeitos do êxtase surgem de 20 a 60 minutos após a ingestão com duração de 2 a 4 horas. Como todos os perturbadores sintéticos, o êxtase, é capaz de promover alucinações auditivas, visuais ou táteis. Alterações da percepção corporal como sensação de despersonalização, dificuldade na fala, ilusões e sensação de leveza ou flutuação podem ocorrer, especialmente no consumo de doses elevadas. Além do seu efeito alucinógeno, pode provocar aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, aumentando o risco para pessoas com problemas circulatórios e cardíacos.

Além destes efeitos estimulantes, o êxtase pode provocar boca seca, náusea, transpiração excessiva, diminuição do apetite e euforia. Portanto, o MDMA é uma substância que, além de produzir alucinações, pode também produzir um estado de excitação, o que pode ser duplamente perigoso. Outro risco associado ao consumo do êxtase está nas diversas substâncias misturadas ao MDMA. Como toda substância ilegal, não há controle do conteúdo dos comprimidos comercializados.

O êxtase é consumido por via oral, em comprimidos de várias cores e tamanhos e em cápsulas gelatinosas. O uso do êxtase é mais frequente nos finais de semana, em danceterias ou em festas chamadas "raves" (delírio, fúria), onde se dança vigorosamente toda a noite. Acompanhadas de música digital, essas festas podem durar 15 horas ininterruptas. Quando o êxtase é usado com frequência os efeitos agradáveis parecem diminuir enquanto os negativos (confusão, depressão, ansiedade ,paranóia) aumentam.

Efeitos Tóxicos: A morte como consequência do uso do êxtase parece ser rara, mas pode acontecer, sendo mais comum em indivíduos que apresentam problemas cardíacos e hipertensão. A morte, após overdose, pode ocorrer por asma aguda, reações alérgicas, elevação da temperatura do corpo (podendo ultrapassar 41 graus), convulsões e insuficiência renal aguda.

O uso diário de doses elevadas e por um tempo prolongado do êxtase sugere tolerância e dependência , porém ainda não existem relatos da síndrome de abstinência. Como se trata de uma droga de abuso relativamente nova, vários aspectos dos efeitos desta substância ainda precisam ser investigados.

Saiba um pouco mais... A utilização do êxtase como droga de abuso começou entre estudantes norte americanos, porém seu consumo vem aumentando na Europa e em outros países. Recente estudo desenvolvido na cidade de Nova York revelou que um em cada quatro adolescentes já experimentou a droga. No Brasil é uma substância utilizada principalmente entre adolescentes e adultos jovens em ambientes onde geralmente há associação com outras drogas como álcool e cocaína. Faltam porem, estudos para se conhecer o padrão de uso no Brasil, a distribuição do consumo por regiões, assim como outros dados epidemiológicos
 
 
Comments